segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Cildo Meireles - análise em grupo -

Escolhemos o artista Cildo Meireles para analisar suas obras como prioridade no Inhotim.
Visitamos as instalações "Através", "Desvio para o vermelho" e "Inmensa".
O carioca Cildo Campos Meirelles, nascido em 1948, é um artista multimídia.Ele inicia seus estudos em arte em 1963, na Fundação Cultural do Distrito Federal, em Brasília, começando a realizar desenhos inspirados em máscaras e esculturas africanas. Em 1967, transfere-se para o Rio de Janeiro, onde estuda por dois meses na Escola Nacional de Belas Artes - Enba. Nesse período, cria a série Espaços Virtuais: Cantos, com 44 projetos, em que explora questões de espaço, desenvolvidas ainda nos trabalhos Volumes Virtuais e Ocupações (ambos de 1968-69). É um dos fundadores da Unidade Experimental do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ, em 1969, na qual leciona até 1970. O caráter político de suas obras revela-se em trabalhos como Tiradentes - Totem-monumento ao Preso Político (1970), Inserções em Circuitos Ideológicos: Projeto Coca-cola (1970) e Quem Matou Herzog? (1970). No ano seguinte, viaja para Nova York, onde trabalha no projeto Eureka/Blindhotland, no LP Sal sem Carne (gravado em 1975) e na série Inserções em Circuitos Antropológicos. Após seu retorno ao Brasil, em 1973, passa a criar cenários e figurinos para teatro e cinema e, em 1975, torna-se um dos diretores da revista de arte Malasartes. Desenvolve séries de trabalhos inspirados em papel moeda, como Zero Cruzeiro e Zero Centavo (ambos de 1974-1978) ou Zero Dollar (1978-1994). Em algumas obras, explora questões acerca de unidades de medida do espaço ou do tempo, como em Pão de Metros (1983) ou Fontes (1992).


Através

(1983 -89)

A instalação é muito interessante. É constituída de muitos pedaços de vidros espalhados pelo chão, muitas barreiras e um objeto central. Ao explorar a obra convivemos com um barulho bastante incômodo feito ao pisar nos pedaços de vidros. As barreiras que estão por toda parte são feitas de vários tipos de material, como cercas, grades, aquários (que possuem até os peixes transparentes) , mas com algo em comum entre elas:todas conseguimos ver através até chegar no objeto central. Este objeto central apesar de ser feito de um material transparente, o plástico, não conseguimos ver através dele.

"Através está entre as obras de Cildo Meireles nas quais, por meio de jogos formais com materiais cotidianos, o artista lida com questões mais amplas, como a nossa maneira de perceber o espaço e, em última análise, o mundo. Trata-se de uma coleção de materiais e objetos utilizados comumente para criar barreiras, com os mais diferentes tipos de usos e cargas psicológicas: de uma cortina de chuveiro a uma grade de prisão, passando por materiais de origem doméstica, industrial, institucional. Sempre em dupla, os elementos se organizam com rigor geométrico sobre um chão de vidro estilhaçado, oferecendo diferentes tipos de transparência para os olhos, que à distancia penetra a estrutura. O convite é que o corpo experimente de perto esta estrutura, descobrindo e deixando para trás novas barreiras. Com sua conformação labiríntica e experiência sensorial de descoberta, Através e seus obstáculos aludem às barreiras da vida e ao nosso desejo, nem sempre claro, de superá-las."

Desvio para o vermelho...

  (1967-84)

"Desde o fim da década de 1960, Cildo Meireles tem se afirmado como voz única na arte contemporânea, construindo uma obra impregnada pela linguagem internacional da arte conceitual, mas que dialoga de maneira pessoal com o legado poético do neconcretismo brasileiro de Lygia Clark e Hélio Oiticica.
Seu trabalho pioneiro no campo da arte da instalação prima pela diversidade de suportes, técnicas e materiais, apontando quase sempre para questões mais amplas, de natureza política e social. Neste sentido, Desvio para o Vermelho é um de seus trabalhos mais complexos e ambiciosos – concebido em 1967, montado em diferentes versões desde 1984 e exibido em Inhotim em caráter permanente desde 2006. Formado por três ambientes articulados entre si, no primeiro deles (Impregnação) nos deparamos com uma exaustiva coleção monocromática de móveis, objetos e obras de arte em diferentes tons, reunidos “de maneira plausível mas improvável” por alguma idiossincrasia doméstica. Nos ambientes seguintes, Entorno e Desvio, têm lugar o que o artista chama de explicações anedóticas para o mesmo fenômeno da primeira sala, em que a cor satura a matéria, se transformando em matéria. Aberta a uma série de simbolismos e metáforas, desde a violência do sangue até conotações ideológicas, o que interessa ao artista nesta obra é oferecer uma seqüência de impactos sensoriais e psicológicos ao espectador: uma série de falsas lógicas que nos devolvem sempre a um mesmo ponto de partida."


Inmensa  


(1982 - 2002)

terça-feira, 28 de setembro de 2010

pesquisando o Inhotim


John Ahearn é um escultor que utiliza gesso ou fibra de vidro para criar a vida, moldes de figuras. Nascido em Birmingham na cidade de Nova Iorque, em 1951.
Por muitos anos, viveu e trabalhou no sul do Bronx de Nova York, onde criou a maioria de suas peças fundidas em colaboração com o artista Rigoberto Torres.
Uma aula de desenho de vida no departamento de arte estimulou esse interesse. Embora ele não se considerava ser um artista formal, ele era fascinado e inspirado no mundo ao seu redor e seus professores lhe deram estímulo para continuar explorando.Algumas de suas maiores influências foram as estátuas religiosas na escola católica em que participou.



 Rigoberto Torres é um escultor que nasceu em Aguadilla, Porto Rico, nascido em 1960.Trabalhou em Nova York, antes de se mudar para Flórida , onde vive e trabalha atualmente.Torres começou a trabalhar em uma fábrica onde os valores religiosos foram lançados,produzindo estatuária religiosa.Ele se considera um artista baseado comunidade.
Torres explora temas que são semelhantes aos Ahearn mas ele se desvia das bases socialmente consciente da antiga. Ele não é um observador externo, muitos dos maiores quadros incluem membros da família, freqüentemente de seus filhos.



Abre a Porta, 2006 


Os trabalhos em exposição e os murais no Inhotim refletem encontros dos artistas com três grupos de pessoas: os moradores de Brumadinho, membros de uma comunidade afro-católica, e os moradores de Inhotim. Se colaborativo ou individual, os projectos Ahearn têm sempre envolveu o desenvolvimento de relações com membros da comunidade do grupo cujo acesso à arte e cultura do museu tem sido muitas vezes limitado.


Rodoviária de Brumadinho, 2005



sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Performance 2!!!


Em nossa segunda performance, fizemos uma critica ao narcisismo. Atuamos em frente a uma academia que possui espelhos na sua parte frontal. De forma espontânea os integrantes do grupo foram se aproximando frente ao espelho,e como normalmente as pessoas olham para o espelho, em nossa performance não fizemos diferente.     
Enquanto o grupo se olhava no espelho, Maraíse entrou em cena utilizando o Le Parkour. Após isso começamos a reparar no ambiente a nossa volta, fazendo referencia a Flaneur. Finalizando a performance. 

domingo, 12 de setembro de 2010

Teoria da deriva




A deriva é um procedimento de estudo psicogeográfico, que consiste em estudar as ações do ambiente urbano nas condições psíquicas e emocionais das pessoas. Partindo de um lugar qualquer e comum à pessoa ou grupo que se lança à deriva deve rumar deixando que o meio urbano crie seus próprios caminhos. 
Apesar de ser inúmeros os procedimentos de deriva, ela tem um fim único, transformar o urbanismo, a arquitetura e a cidade. Construir um espaço onde todos serão agentes construtores e a cidade será um total.
Essas idéias, formuladas pela Internacional Situacionista entre as décadas de 1950 e 1970, levam em conta que o meio urbano em que vivemos é um potencializador da situação de exploração vivida. Sendo assim torna-se necessário inverter esta perspectiva, tornando a cidade um espaço para a libertação do ser humano.

Expressão instantânea


Flash Mobs são aglomerações instantâneas de pessoas em um local público para realizar determinada ação inusitada previamente combinada. Para efeitos de impacto, a dispersão geralmente é feita com a mesma instantaneidade. A expressão geralmente se aplica a reuniões organizadas através de e-mails ou meios de comunicação social.


Estratégia de caminhar


O flanêur é alguém que perambula pela cidade sem compromisso, mas observando tudo a sua volta. É um amante das ruas que repara em detalhes mais simples que para outros cidadãos passam despercebidos. Ele valoriza objetos, lugares, pessoas que o observador comum não repara, por fazerem parte de sua rotina.. Esse estilo de vida foi assim chamado pelo poeta Charles Baudelaire.

Arte do deslocamento




Parkour é uma atividade cujo principio é mover-se de forma rápida e eficiente, usando as habilidades do corpo.
Foi criado para ajudar a superar obstáculos de qualquer natureza no ambiente circundante, como galhos, pedras, grades e paredes de concreto. Uma forma de treinamento para a fuga, através da conversa, luta ou esquivo.
Está mais ligado às filosofias orientais e seus movimentos estão baseados na autonomia e nas energias positivas, além de ser aberto a outras influências, tais como break dance.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Barca do Sol - SketchUp Individual -


Este sketchup foi produzido inspirado na edifício residencial Barca do Sol, projetado por Éolo Maia.
Representei sua fachada lateral com cores primarias, cores que são muito utilizadas pelo arquiteto.
Coloquei as principais características do edifício anexadas a fachada.
Como as diferentes demarcaçõs do piso durante todo o prédio, aescada que cada apartamento possui no seu interior devido ao desnivel do terreno , os vitrais que são as portas de entrada dos apartamentos. Coloquei também as fotos do Barca do sol para demonstrar melhor o edifício.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Visita à Pampulha

Museu De Arte




O Museu de Arte da Pampulha foi projetado por Oscar Niemeyer a pedido de Juscelino Kubitschek para funcionar como cassino. Seria o primeiro da cidade de Belo Horizonte,e foi inaugurado em 1957.
Depois da proibição do jogo no Brasil, o espaço se transformou em um museu de arte. 








O antigo cassino é concebido a partir da alternância de volumes planos e curvos, característica permanente nos projetos de Niemeyer, tornando a obra polêmica, na época, pela sua sensualidade e ousadia.





O museu é revestido de vidro, possuindo a lagoa da Pampulha como paisagem. No interior, as rampas de alabastro (pedra semipreciosa) deixam o ambiente com maior visibilidade nos três níveis. A parede lateral do lado norte é composta de espelhos que passam a sensação de profundidade, ampliação e também visibilidade.





Na visita pudemos relacionar alguns conceitos de Hertzberger ao museu. Como por exemplo, a marquise da entrada que é um tipo de “intervalo”, que cria um espaço intermediário entre o público e o privado.




A Casa Do Baile






A Casa do Baile foi também projetada por Niemeyer, inaugurada em 1943, com a finalidade de criar um centro de reuniões populares. As curvas continuam caracterizando o lugar, porém com mais desenvoltura que o Museu de Arte. A casa está instalada ás margens da Lagoa da Pampulha.


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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Performance!!!


Essa atividade consistiu em fazer uma performance em um lugar escolhido pelo grupo, dentro da escola de arquitetura. Escolhemos essa escada por ser estreita e pouco iluminada. Depois tivemos, então, objetivo de representar a falta de espaço e luz através de movimentos corporais com muito contato entre os integrantes do grupo e a propagação de sons. Expressando desespero, pavor, medo, angústia, falta de ar e desorientação em busca de uma saída do local. 

sábado, 14 de agosto de 2010

Mulher de fases



Depois das críticas dos professores de plástica e expressão gráfica, fiz outro retrato da Patrícia Martinolli. Tive o objetivo de destacar a  mudança de humor da Patrícia, então coloquei duas fotos da minha colega, uma sorrindo e outra triste. Fiz a montagem em preto e branco para retratar sua timidez e reserva, o que dificultou um pouco o trabalho

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

1º Retrato



Essa imagem retrata Patrícia Martinolli, minha colega de arquitetura e urbanismo que conheci através deste trabalho. Essa montagem foi feita inicialmente no Photobooth e elaborada no Photoshop. A paisagem atrás representa a cidade natal da Patrícia, Cruzeiro - SP. Por falta de prática em desenho, ela não conseguiu ingressar em nenhuma faculdade de São Paulo. Sendo assim, veio para Belo Horizonte estudar na UFMG. Então coloquei a paisagem em forma de desenho. A foto de Patrícia está em tom claro para simbolizar sua timidez. Pelo fato dela ser ansiosa, tem mania de roer unhas. As fases da Lua no céu indicam a mudança repentina de humor da minha colega.
Espero que tenham gostado!